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domingo, 14 de setembro de 2014

Ladainha de Nossa Senhora das Dores

Ladainha de Nossa Senhora das Dores


A festa de hoje, imediatamente depois da Exaltação da Santa Cruz, recorda-nos a particular união e participação de Maria no Sacrifício do seu Filho no Calvário. 
A piedade cristã meditou desde o princípio nos relatos que os Evangelhos nos transmitiram sobre a presença de Nossa Senhora junto da Cruz. 
    A seqüência da Missa Stabat Mater Dolorosa aparece já no século XIV. O Papa Pio VII, em 1814, estendeu esta devoção a toda a Igreja, e em 1912 São Pio X fixou-lhe a data no dia 15 de setembro, oitava da Natividade de Maria. 

    Nossa Senhora ensina-nos no dia de hoje qual é o valor corredentor que podem ter as nossas dores e sofrimentos.




SEQUÊNCIA

Estava a Mãe dolorosa, 
Junto da cruz lacrimosa,
Enquanto Jesus sofria.

Uma longa e fria espada, 
Nessa hora atribulada,
O seu coração feria.
Oh quão triste e tão aflita
Padecia a Mãe bendita,
Entre blasfémias e pragas,
Ao olhar o Filho amado,
De pés e braços pregado,
Sangrando das Cinco Chagas!
Quem é que não choraria,
Ao ver a Virgem Maria,
Rasgada em seu coração,
Sem poder em tal momento,
Conter as fúrias do vento
E os ódios da multidão!
Firme e heróica no seu posto,
Viu Jesus pendendo o rosto,
Soltar o alento final.

Ó Cristo, por vossa Mãe,
Que é nossa Mãe também,
Dai-nos a palma imortal.


Maria, fonte de amor,
Fazei que na vossa dor
Convosco eu chore também.
Fazei que o meu coração
Seja todo gratidão
A Cristo de quem sois Mãe.
Do vosso olhar vem a luz
Que me leva a ver Jesus
Na sua imensa agonia.
Convosco, ó Virgem, partilho
Das penas do vosso Filho,
Em quem minha alma confia.
Mãos postas, à vossa beira,
Saiba eu, a vida inteira,
Guiar por Vós os meus passos.
E quando a noite vier,
Eu me sinta adormecer
No calor dos vossos braços.
Virgem das Virgens, Rainha,
Mãe de Deus, Senhora minha,
Chorar convosco é rezar.
Cada lágrima chorada
Lembra uma estrela tombada
Do fundo do vosso olhar.
No Calvário, entre martírios,
Fostes o Lírio dos lírios,
Todo orvalhado de pranto.
Sobre o ódio que O matava,
Fostes o amor que adorava
O Filho três vezes santo.
A cruz do Senhor me guarde,
De manhã até à tarde,
A minha alma contrita.
E quando a morte chegar,
Que eu possa ir repousar
À sua sombra bendita.



“Se rasgam com açoites o corpo de Jesus, Maria sente todas essas feridas; se lhe atravessam com espinhos a cabeça, Maria sente-se dilacerada pela ponta desses espinhos; se lhe apresentam fel e vinagre, Maria experimenta todo esse amargor; se lhe estendem o corpo sobre a cruz, Maria sofre toda essa violência”. 

A. Tanquerey, La divinización del sufrimiento, pág. 108;


Quanto mais se ama uma pessoa, mais se sente a sua perda. “Mais aflige a morte de um irmão que a de um irracional, mais a de um filho que a de um amigo. Pois bem [...], para compreendermos quão grande foi a dor de Maria na morte do seu Filho, teríamos que conhecer a grandeza do seu amor por Ele. Mas quem poderá alguma vez medir esse amor?”

Santo Afonso Maria de Ligório, As glórias de Maria, 2, 9;
“E já que cada um de nós contribuiu para acrescentá-la, não devemos compadecer-nos e procurar reparar as feridas infligidas ao Coração de Maria e ao Coração de Jesus?” 
A. Tanquerey, op. cit., pág. 110; (6) Lc 2, 34-35;
“O anúncio de Simeão – comenta João Paulo II – apresenta-se como um segundo anúncio a Maria, pois indica-lhe a dimensão histórica concreta em que o Filho cumpriria a sua missão, ou seja, na incompreensão e na dor [...]. Revela-lhe também que Ela teria de viver a sua obediência de fé no sofrimento, ao lado do Salvador que sofre, e que a sua maternidade seria obscura e marcada pela dor” .
João Paulo II, Enc.Redemptoris Mater, 25-III-1987, n. 16


«Ó meu Deus! Aceito todas essas modalidades: o que quiseres, quando quiseres e como quiseres»”9. Pediremos a Deus mais amor e dir-lhe-emos devagar, com um completo abandono: “Tu o queres, Senhor?... Eu também o quero!”. 

Josemaría Escrivá,Caminho, n. 762;
“Por outro lado, Ela recebeu de Jesus na Cruz a missão específica de amar-nos, de só e sempre amar-nos para nos salvar. Maria consola-nos sobretudo mostrando-nos o crucifixo e o paraíso [...].
“Ó Mãe Consoladora, consolai-nos, fazei que todos compreendamos que a chave da felicidade está na bondade e no seguimento fiel do vosso Filho Jesus”. 
João Paulo II, Homilia, 13-IV-1980.



Ladainha de Nossa Senhora das Dores
Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.
R/. Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
R/. Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,


Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
Mãe crucificada,
Mãe dolorosa,
Mãe lacrimosa,
Mãe aflita,
Mãe abandonada,
Mãe desolada,
Mãe despojada de seu Filho,
Mãe transpassada pelo gládio,
Mãe consumida pelo infortúnio,
Mãe repleta de angústias,
Mãe com o coração cravado na Cruz,
Mãe tristíssima,
Fonte de lágrimas,
Auge do sofrimento,
Espelho de paciência,
Rochedo de constância,


Âncora da confiança,

Refúgio dos desamparados,
Escudo dos oprimidos,
Vencedora dos incrédulos,
Conforto dos miseráveis,
Remédio dos enfermos,
Fortaleza dos fracos,
Porto dos náufragos,
Bonança nas borrascas,
Recurso dos aflitos,
Terror dos que armam ciladas,
Tesouro dos fiéis,
Vista dos Profetas,
Báculo dos Apóstolos,
Coroa dos Mártires,
Luz dos Confessores,
Pérola das Virgens,
Consolação das viúvas,
Alegria de todos os Santos,


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,

R/. perdoai-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. atendei-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. tende piedade de nós, Jesus.

Oremos. Velai por nós, defendei-nos, preservai-nos de todas as angústias, pela virtude de Jesus Cristo. Amém.



Orações a Nossa Senhora

Minha Mãe dolorosa, 
não vos quero deixar sozinho a chorar, não; eu quero acompanhar-vos também com as minhas lágrimas. 
Esta graça vos peço hoje; alcançai-me uma contínua lembrança e uma devoção terna à paixão de Jesus e à vossa, a fim de que todos os dias que me restam de vida, me sirvam somente para chorar as vossas dores, 
e as do meu Redentor. 
Elas me alcançarão o perdão, 
a perseverança, o céu, 
onde espero depois recrear-me em vós e cantar as misericórdias infinitas de Jesus, 
por toda a eternidade. 
Amém.