Follow by Email

terça-feira, 31 de julho de 2012

Retiro anual




50 ANOS QUE 
MADRE MARIA ASSUNTA DA TRINDADE 
NASCEU PARA O CÉU!



Madre Maria Assunta da SSma. Trindade
...uma vida escondida com Cristo em Deus!




“Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, 

fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” 

(Jo 12:24)

Se tudo, segundo a ordem divinamente admirável da Providência, possui o seu tempo, isto é verdadeiro, de modo muito particular, naquelas instituições religiosas suscitadas por Deus, nas várias épocas, no seio da Igreja. Assim a Providência divina quis a instituição da Congregação das Servas da Santíssima Trindade; uma Congregação que, surgida toda para o Clero, vive unicamente para o Clero. Considero, portanto, oportuno, para o conforto dos irmãos, que combatem as santas batalhas de Deus, tornar conhecido brevemente a origem e a finalidade desta nobre e santa milícia.


Madre Daria Assunta da SSma. Trindade

FUNDADORA das SERVAS da SSma. TRINDADE



A Congregação das Servas da Santíssima Trindade surgiu em Pádua, em setembro de 1914, fruto precioso de um coração aceso de amor materno para com aqueles aos quais, pela sublime e formidável missão de Mediadores entre Deus e os homens, se impõe a vida dos Anjos pela pureza e dos Serafins pelo Ardor. Como todas as obras do Senhor destinadas a produzir frutos de bem incalculáveis, também esta requer um preço de enormes sacrifícios. Se sabe que somente o sangue do coração, unido ao sangue de Cristo, faz germinar sobre a árida terra as flores do heroísmo cristão. Deus – é o seu estilo divino – faz a demolição para depois edificar.




Padre Agostino Partesani
Confundador das Servas da SSma. Trindade


Com o convite de Sua Eminência Monsenhor Anselmo Rizzi, em setembro de 1935, as Servas da Santíssima Trindade se transferiram para Rovigo (Piazza S. Bortolo, n. 2). Em fevereiro de 1944, um Decreto da Sagrada Congregação para os Religiosos concedia a elevação canônica da “Pia União das Servas da Santíssima Trindade” a Congregação Religiosa”, cuja Casa Generalícia tinha sido recentemente transferida para Roma, na Via Giannino Ancillotto, n. 6. O Cardeal protetor da Congregação foi Sua Eminência Pietro Ciriaci, Prefeito da Sagrada Congregação do Concílio.


Nossa Senhora “Mãe do Emanuel” imagem venerada

no jardim do Mosteiro – Maceió (Brasil)

Finalidade específica e características da Congregação
Esta nova Congregação sintetiza harmoniosamente a solidez do antigo com a atualidade do novo. Possui em comum, de fato, com as antigas Ordens Claustrais femininas, uma vida contemplativa (porém, não se exclui o ramo de vida ativa) conduzida na mais estrita clausura. E tem em comum com as Congregações modernas, uma missão de imensa, palpitante atualidade: uma vida angélica e seráfica – pelo menos nas intenções e no esforço constante – consumida toda pelo benefício dos Ministros de Deus. Grupos de pessoas, presentes em diversos lugares, animados pelo desejo de rezar pelo Clero e de coadjuvá-lo espiritualmente na sua sobrenatural missão, sempre existiram na Igreja de Deus. Faltava, porém, uma Congregação, elevada canonicamente, ou seja, todo um organismo que consagrasse todas as suas forças, que gastasse toda a sua vida pelo Clero.


Nossa Senhora “Mãe do Emanuel” 


Esta Congregação é hoje um fato realizado. 
O Ecce ancilla Domini, síntese da imolação, pronunciada no momento mais solene da história do mundo pela humilde e alta menina de Nazaré, se tornou o lema, a palavra de ordem, o luminoso programa da Congregação e de cada uma daquelas que a compõem.


Tabernáculo da Capela do Mosteiro - Itália

As Servas da Santíssima Trindade, animadas pelo espírito profundamente cristão e mariano (o duplo espírito que constitui a alma sacerdotal), no místico silêncio do seu retiro, conduzem uma vida de contínua imolação pela salvação, pela santificação e pela fecundidade pastoral do Clero de todo o mundo. Pelo Clero fazem adoração diurna e noturna do Santíssimo Sacramento, como mística sarça que arde sem se consumir. Pelo Clero recitam quotidianamente o Ofício Divino, sempre diante do Santíssimo Sacramento, nas horas estabelecidas pela liturgia, onde se sentem mais estreitamente unidas aos Sacerdotes de todo o mundo. Pelo Clero, ou melhor, para ser para ele sempre mais útil, elas “se santificam”, persuadidas que para transmitir, como canais, as ondas da graça divina, sem a qual em vão as mãos do Sacerdote “planta ou irriga”; é indispensável harmonizar sempre mais a pureza do canal transmetidor com a infinita pureza da fonte transmetidora, que é Cristo.
Nossa Senhora do “Sim”
imagem venerada na Capela do Mosteiro – Itália
(Pintura executada por uma monja do Mosteiro)

As “Servas” não se cansam de pedir à Santíssima Trindade, “fonte de salvação”, à qual é divinamente relacionada a “Mediadora de todas as graças”, numerosos santos e Sacerdotes, verdadeiros fogos que ardem e resplendem, dos quais o mundo tem hoje, mais que no passado, urgente necessidade. Recordemos a graciosa cena bíblica de Josué que combatia na planície enquanto Moisés rezava na montanha. Os israelitas tinham saído do Egito. O rei Amalec os atacou com violência. Moisés, dirigindo-se a Josué, generalíssimo dos israelitas, lhe disse: “Vai combater os Amalecitas! Amanhã eu ficarei na montanha com a vara de Deus entre as mãos”. Josué iniciou a sua batalha contra os Amalecitas.
Crucifixo da Capela do Mosteiro - Itália

Narra a Escritura que, quando Moisés tinha a sua mão levantada em atitude de oração, os israelitas ganhavam, enquanto quando deixava cair as suas mãos, venciam os Amalecitas. As mãos de Moisés estavam cansadas. Foi então que Aarão, seu irmão, e um outro companheiro, sustentaram as mãos, um de um lado e o outro do outro, de modo que não se abaixassem até o por do sol. Foi assim que Josué pode vencer Amalec e o seu povo (Ex 17, 8-13).

Imaculado Coração de Maria: 

imagem venerada no Mosteiro - Itália


Pequena igreja no jardim:

"Imaculado Coração de Maria"

Este episódio bíblico é denso de significado. Somente se existirem mãos levantadas em ato de contínua oração, os Sacerdotes, estes soldados de Cristo, soldados da primeira linha, poderão vencer a espantosa batalha, que hoje, especialmente, existe entre Cristo e o anticristo. 



Imaculado Coração de Maria: 
imagem venerada no Mosteiro - Itália

É portanto dever e suprema vantagem do Clero sustentar estas mãos elevadas para Deus, para a Trindade Sacrossanta, em ato de contínua imploração das graças divinas. E é também de indizível grande conforto para cada Sacerdote pensar que existe um certo número de almas, que se encontram continuamente, mesmo se invisivelmente, ao seu lado em todos os instantes da da sua vida, nos eventos tristes e alegres, nos seus sofrimentos, nos seus ásperos combates espirituais, na sua extrema agonia. Pelos Sacerdotes Agonizantes é recitada uma oferta especial todos os dias no momento do Ofertório da Santa Missa e, também depois da morte deles, as suas almas, assim como com a oração e os sacrifícios, são sufragadas com a celebração de Santas Missas nas Capelas da Congregação.

Do jardim: o primeiro Mosteiro


Que se multiplique portanto – é o desejo que surge espontâneo do coração – este número de almas destinadas a consumir-se totalmente pelos Sacerdotes!... E não esteja distante o dia em que – desejamos com todo o coração – toda Diocese da Orbe católica possa ter pelo menos uma Casa da Congregação das Servas da Santíssima Trindade. Será aquele, sem dúvida, o dia do supremo triunfo da Igreja e do Augusto, sua Cabeça, sobre as forças do inferno lançadas contra Ele.



Jardim do Mosteiro - Itália       
                                       
 As Irmãs de vida contemplativa

Estas irmãs de vida contemplativa constituem o primeiro grupo da Família Religiosa das Servas da Santíssima Trindade de Rovigo.

Elas:

a)      Vivem em clausura;

b)      Vestem uma túnica especial;

c)       Emitem os três votos religiosos;
d)      Dividem a sua jornada entre a oração e o trabalho no interior do Mosteiro.




Interior da Capela do Mosteiro – Itália


As suas constituições estabelecem uma Clausura que não contrasta com aquela que são as exigências especiais da vida de hoje, pelas quais, nos casos e com as modalidades estabelecidas pelas próprias Constituições, a Irmã pode cumprir fora da clausura aquelas ações pelas quais a presença física se torna necessária. As normas em mérito retiram toda possibilidade de abuso e todo relaxamento no amor à Clausura.


Interior da Capela do Mosteiro – Itália


As orações das Irmãs de Clausura são:
a)      Oração mental;
b)      Oração vocal;
c)       Adoração diurna e noturna, em turnos, do Santíssimo Sacramento;
d)      Recitação, em coro, do Divino Ofício;
e)      Outras práticas de piedade.


Crucifixo das monjas


A intenção das orações feitas por elas é somente e sempre: “interceder diante do Senhor que conceda à sua Igreja numerosos e Santos Sacerdotes e os assista ininterruptamente no cumprimento dos grandes e multíplices deveres do seu Ministério e Apostolado, concedendo a eles a superabundância de graças”.


Adoração

Meditando a Palavra de Deus


O trabalho a quem se dedicam no interior do Mosteiro consiste: 

Na confecção da Matéria do Santo Sacrifício (Ázimos e Vinho), que é fornecido às Paróquias e Dioceses;




Batinas


 Paramentos litúrgicos bordados pelas Monjas
    Na confecção dos Paramentos Sagrados e da roupa para o Culto, das coisas mais comuns às mais ricas e solenes, observando escrupulosamente as prescrições da Liturgia (a qual dedicam, por regra, horas de estudo) e cuidando no máximo grau das exigências da Arte (na qual são preparadas por especiais aulas internas), de modo que tudo o que sai de suas mãos seja feito com inteligência, com perícia e amor e, portanto, possa brilhar na Casa de Deus e aumentar a majestade e o decoro das Sagradas Funções.



        Paramentos litúrgicos bordados pelas Monjas

Paramentos sagrados estudados, desenhados e bordados com gosto refinado pelas “Servas da Santíssima Trindade” são zelosamente guardados como verdadeiras obras de arte em muitas igrejas e institutos e foram admirados em diversas mostras públicas. Elas se dedicam também à reprodução de obras de arte sacra, na restauração perfeita de Paramentos sagrado antigos e de objetos vários preciosos.



Entrada da Capela - Mosteiro - Itália

As Irmãs Oblatas 
Ao segundo grupo pertencem as Irmãs Oblatas, ou seja:

- aquelas almas que não puderam, por motivos de força maior, entrar no convento quando jovens;

- aquelas criaturas que, operárias da última hora, sentiram, em idade avançada, a Voz do Senhor, que as chamava a Si na vida religiosa.





Presbitério - Mosteiro na Itália



Tanto no primeiro como no segundo caso devem porém ter sempre conduzido vida honesta e religiosa. 



O Instituto das Servas da Santíssima Trindade abre para elas os braços, dando a elas a possibilidade de realizar os seus sonhos de dedicar-se ao Senhor no último período de vida, entrando para esta experiência de consagração.


Mesa da Palavra - Mosteiro na Itália


As irmãs Oblatas vestem o hábito religioso, vivem segundo especiais Constituições, conforme as exigências da sua idade não mais jovem, se dedicam à oração e a eventuais trabalhos adaptados a elas, ocupações e tarefas. Depois do período de noviciado emitem os votos religiosos.



Entrada as celas das monjas


Orações, trabalho, ocupações e tarefas das Irmãs Oblatas têm por finalidade a realização da finalidade do Instituto: “Interceder do Senhor que conceda à Sua Igreja numerosos e santos Sacerdotes e os assista no cumprimento dos grandes e muitos deveres do seu Apostolado e do seu Ministério, concedendo a eles superabundância de graças”.



As monjas em adoração do 

Santíssimo Sacramento - Mosteiro na Itália


Assim as Servas da Santíssima Trindade, felizmente, à perfeição da vida contemplativa e de oração, unem aquele apostolado da caridade que é um dos mais preciosos frutos da mística vinha e que contradistinguem , no imperante egoísmo, a Santa Igreja de Deus.

A Santíssima Trindade
imagem atrás do altar da antiga capela 
do Mosteiro das Servas da SSma. Trindade - Rovigo (Itália)





Retiro anual das Servas da SSma. Trindade
guiado por
Padre Thiago Henrique Soares Pinto Tavares

Abraão: Uma caminhada de fé





 O chamado... o desafio (Gn 12,1-9)
“Partir não é tudo; certamente há quem parte e nada deixa, busca só sua liberdade... Partir, mas com amor ao seu Senhor, com o coração aberto a todos...”
Abraão é muito mais que um indivíduo: é um desafio, é a história de um sonho de encontrar o Deus vivo e caminhar com ele.

Como em toda a Sagrada Escritura, também aqui, é o Senhor quem fala, quem toma a iniciativa:
ele chamou, que nosso coração, de um modo inequívoco, escutou seu chamado, constante, teimoso, inquietante, que não nos deixou sossegados enquanto não dissemos “sim”!





Essa palavra é como a chuva que lava, é como o fogo que queima...
Deus dirige a palavra e esta palavra é um imperativo, uma ordem cheia de delicada autoridade divina: “Sai!” Escutar o Senhor exige uma saída, um deixar, um desenraizar-se... Ninguém pode responder-lhe sem sair numa saída contínua, nunca completa, nunca acabada, nunca terminada.

Quem não está disposto a deixar, nunca deve pensar em partir... Quem não é capaz de “perder”, não é apto para caminhar com o Senhor Deus.




   “Vai para a terra que te mostrarei”...
somente Ele é nosso caminho, o sentido de nossa estrada e o fim, o destino do nosso percurso.

Ora, esta experiência significa não caminhar na sua própria luz, mas na luz do Senhor, caminhar às escuras para nós mesmos. É aquela realidade que os místicos chamam de “noite”. São João da Cruz, sobre isso, tem palavras impressionantes:
Para vir a gostar o Tudo,
não queiras ter gosto em nada.
Para vir a saber o Tudo,
não queiras saber algo em nada.
Para vir a possuir o Tudo,
não queiras possuir nada.

Para vir Àquele que não gostas (= que não experimentas),
hás de ir por onde não gostas (= não experimentas).
Para vir Àquele que não sabes (= não conheces),
hás de ir por onde não sabes (= não conheces).
Para vir a possuir Aquele que não possuis,
hás de ir por onde não possuis.
Para vir Àquele que não és, hás de ir por onde não és.
Caminheiro, você sabe: não existe caminho!
Passo a passo, pouco a pouco,

     E o caminho se faz!






Quem se dispõe a caminhar com Deus deve sempre estar aberto a deixar
e a contínuas rupturas tanto
com coisas, quanto com
pessoas e situações.

Nunca se parte de uma vez por todas: é preciso partir de novo todos os dias, em cada pequena escolha, em cada situação... partir de nós mesmos, de nossas expectativas, de nossos modos e tempos...

Quando era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu observava seu trabalho de uma posição mais baixa e sempre perguntava o que estava fazendo, dizendo-lhe que, de onde eu estava, o que ela fazia parecia muito confuso. Ela sorria, olhava para baixo e, gentilmente, dizia: “Filho, saia um pouco para brincar e, quando terminar meu bordado, eu chamarei você, colocarei sentado no meu colo e deixarei ver o bordado da minha posição”. Perguntava-me porque ela usava alguns fios de cores escuras e porque me pareciam tão desordenados de onde eu estava.
Minutos mais tarde, escutava-a chamando “Filho, vem e senta em meu colo!” Eu o fazia de imediato e me surpreendia e emocionava-me ao ver a formosa flor e o belo entardecer no bordado. Não podia crer: de baixo parecia tão confuso! Então minha mãe dizia: “Filho, de baixo para cima, se via confuso e desordenado, porém não te ocorria que no plano de cima havia um desenho harmonioso e cheio de sentido... Agora, olhando-o da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo”.
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: “Pai, o que estás fazendo?” Ele responde: “Estou bordando a tua vida!” E eu lhe replico: “Mas, está tudo tão confuso, tão desordenado! Os fios parecem tão desencontrados e escuros... por que não são mais ordenados e brilhantes?” O Pai parece dizer-me: "Meu filho, ocupa-te de teu trabalho, vive fielmente a tua vida... Eu farei a minha parte! Um dia, te trarei a mim, te colocarei em meu colo e então verás o plano, da perspectiva, do meu ponto de vista, a partir da minha posição." (Autor desconhecido)


Crucifixo na Capela do Mosteiro (Maceió)



Abraão sente faltar-lhe o chão sob os pés... O que Deus promete ultrapassa toda a lógica, vai além de toda expectativa humana, ultrapassa toda previsão... mais que nunca Abraão crê... crê numa promessa humanamente impossível, irrealizável! Confia completamente no Senhor e abandona suas dúvidas e ansiedades.




É assim: Deus foi cingindo o velho Abraão e conduzindo-o aonde ele jamais pensou.
Eu me lembro, sempre me lembro, dentro de mim.
Eis o que recordarei ao meu coração
e por que eu espero:
os favores do Senhor não terminaram,
suas compaixões não se esgotaram;
elas se renovam todas as manhãs,
grande é a sua fidelidade!
Eu digo: minha porção é o Senhor!
Eis por que nele espero. (Lm 3,20-24).



Nenhum de nós pode ser tão tolo e tão presunçoso que pense poder permanecer fiel sem momentos claros, fiéis e específicos de encontro com o Senhor! É aí, na intimidade, na solidão com o Senhor, no segredo de nosso coração, que o experimentamos e a aliança é renovada e a promessa pode fazer-se sempre nova!

Abraão está na sua vida cotidiana, ordinária: sentado, comodamente, descansando da comida do meio do dia e refrescando-se do calor... Nem por isso é alguém fechado em si mesmo, voltado para o próprio umbigo: “Tendo levantado os olhos, eis que viu três homens de pé, perto dele...” Abraão é capaz de levantar os olhos, de ver o mundo em volta de si, de ver os outros. Está longe de ser um homem egoísta! Uma verdadeira amizade com Deus jamais nos aliena do mundo e dos outros.

Dá-me tua mão, irmão! Preciso de ti, tu precisas de mim! Se estás sozinho e cais, temo que ninguém te levante. Se estou sozinho e a noite me surpreende, temo ser devorado pelo medo. Dá-me tu mão e vem comigo! Que eu saiba olhar em volta e te ver e ver meus irmãos! Que tu saibas olhar em volta e ver as necessidades dos outros! Se estás comigo e eu contigo, seremos como uma videira fecunda, que produz o bom vinho da alegria e da paz... seremos como uma muralha, como uma cidade fortificada... e nada nos poderá abater... seremos morada do próprio Deus!



A última prova (Gn 22,1-18)
“Abraão! Abraão! Toma teu filho, teu único, que amas”... Vai à terra de Moriá e lá o oferecerás em holocausto sobre uma montanha que eu te indicarei...”
A resposta de Abraão é impressionante, não pelo que diz – Abraão nunca impressiona muito pelo que diz, mas pelo que faz, por sua atitude silenciosa e concreta: “Abraão se levantou cedo, selou seu jumento e tomou consigo dois de seus servos e seu filho Isaac”.



Abraão, pai venerável!
Quando voltastes para a tua casa depois de Moriá,
não tinhas nenhuma necessidade de elogio fúnebre para te consolar pela perda...
porque – não é verdade? – tinha ganhado tudo e conservado Isaac.
Desde então, como o Senhor não o tomou de ti,
foste visto alegre à mesa com teu filho em tua morada,
e é assim que estás lá no alto por toda a eternidade!

Que eu retome minha fé, minha confiança no Senhor... e siga adiante, confiando nele e não em mim mesmo! Deus é fiel, completará o que começou em mim e cumprirá sua promessa! Para isso me chamou!
Assim foi com Maria, filha de Abraão, maior que Abraão, e modelo de todo cristão... assim será comigo!



Mãe de Deus; 
imagem venerada no Mosteiro da Casa Madre  (Itália)
(Pintura executada por uma monja do Mosteiro)



Eu te espero, ó Deus,
... pois os que te esperam brilham como o sol,
como o sol ao amanhecer...





INTENÇÕE DO MÊS DE AGOSTO
Geral: Para que os prisioneiros e as prisioneiras sejam tratados com justiça e sua dignidade humana seja respeitada.
Missionária: para que os jovens, chamados ao seguimento de Cristo, proclamem e deem testemunho do Evangelho até os confins da terra.
Dos Bispos: Para que o reconhecimento da igual dignidade do homem e da mulher se realize no respeito da singularidade de cada pessoa, criada a imagem de Deus.
Mariana: Para que o afeto sincero por Maria, se traduza em amor à Igreja.
Sacerdotal: Coração de Jesus que os sacerdotes tenham a convicção que não há bem maior, nesta vida terrena, do que conduzir os homens para Deus, despertar a fé, dar a esperança que Deus está próximo e guia a história pessoal e do mundo.


domingo, 8 de julho de 2012


                 Para pertencer a Jesus....





Para pertencer a Jesus 
deve ser pequeno ...
Tão pequeno como uma gota de orvalho




Teresa de Lisieux







"Pequenez"

"Você em mim e eu em você"! Eu "todo seu" e você "Meu Tudo" minha "vida", minha "rocha", "minha fortaleza ", "meu escudo, meu baluarte," segurança minha, a minha paz! Você quer "viver", amar e trabalhar em mim, como "a videira que produz muito fruto no galho". Que eu  "me deixe fazer" e deixe-me ser levado por Você, com a máxima prontidão e docilidade!

Para isso Você mandou "ficar pequeno", "o menor". Só Você, Jesus, Você pode realizar este milagre em mim! Dá-me o dom de "pequenez" a pequenez  simples e serena, que evita toda a tensão e agitação.

Faz que a minha "pequenez" avance mais e mais, com o aumento das dificuldades e responsabilidades. Faça-me tão "pequeno" a desaparecer aos meus próprios olhos, para "procurar só você", e me perder  na Vossa imensidão!

Para que eu possa alcançar a "pequenez" total!
"Pequeno" em tudo, eu quero ser:

"Pequeno" que não confia em si mesmo e não se apóia em suas    próprias forças, e que coloca tudo em Vossas mãos, confiando       no Vosso amor, sem nunca duvidar.
"Pequeno" que quer "permanecer em você" sem nunca soltar-vos          
... que gosta de ficar em silêncio diante de Vós, ao ouvir Vossas palavras e inspirações.
"Pequeno" sempre brilhando de alegria, da Vossa alegria, feliz com tudo, e também dos fracassos e falhas de qualquer tipo.
"Pequeno" que "acredita tudo", que "espera tudo", que "suporta   tudo.

Faz-me "pequeno" com Você, "pequeno" com os outros, "pequeno" comigo mesmo
... "Pequeno" sempre:
         na luta e na tempestade,
         aridez e escuridão,
         em mal-entendidos e desilusões,
         a frieza e as divisões ...
"Pequeno” que sabe ficar em silêncio, não querendo ter razão, se submete em primeiro lugar, correndo para abraçar, sabe "perder" e  doar:

         como Tu, ó Jesus!

Salvatore Zuppardo



INTENÇÃO DO MÊS DE JULHO

Geral: Para que todos possam ter um trabalho e desempenhá-lo em condições de estabilidade e segurança.
Missionária: Para que os voluntários cristãos presentes em territórios de missão saibam dar testemunho da caridade de Cristo.
Dos Bispos: Para os que ocupam responsabilidades públicas, para que desenvolvam seu serviço no empenho do bem comum.
Mariana: Para que os sacerdotes vejam em Maria, Serva do Senhor, a ícone maravilhosa do próprio ministério.

Sacerdotal: Coração de Jesus, que os sacerdotes vivam o vínculo pessoal com o Vigário de Cristo como parte da própria espiritualidade, um elemento próprio, insubstituível do mesmo sacerdócio.