quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Rei do Universo

Primeira Profissão Religiosa 
de 
Irmã Maria Macrina

“Meu Deus,
eis-me para contentar-vos!
Para satisfazer-vos unicamente,
e não para contentar
a mim mesma”.

Madre M. Assunta da Trindade
 Fundadora das Servas da SSma. Trindade

Primeira Profissão Religiosa
de
Irmã Maria Macrina
(Janaíce Menezes dos Santos)


 Servas da SSma. Trindade
 Maceió, 23 de novembro de 2014
Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Rei do Universo


Irmã Maria Macrina (noviça)

PROFISSÃO RELIGIOSA TEMPORÁRIA
DURANTE A MISSA

Chamado ou petição
Terminado o Evangelho a Mestra da noviça chama pelo nome a noviça. que responde com estas palavras:

Você me chamou: Eis a serva do Senhor!


A noviça, em pé, dirige-se a Mestra dizendo:
Nós vos pedimos,
por amor à SSma. Trindade,
Pai, Filho, Espírito Santo,
da beatíssima Virgem Maria Imaculada, Mãe de Deus,
do glorioso Patriarca S. José
e de todos os Santos,
de poder consagrar-nos
a Deus e a seu Reino
com a profissão religiosa
nesta Família
das Servas da SSma. Trindade
de Rovigo.

Interrogatório
Terminada a homilia e depois de um breve silêncio de meditação, a noviça se levanta 
e o celebrante pergunta:

Filha caríssima,
tu és já consagrada a Deus mediante o Batismo,
quere unir-te mais estreitamente a Ele
com o novo e especial título 
da profissão religiosa?

A noviça responde:

Sim: eu quero.

O celebrante:

Querê viver em castidade 
para o reino do céus,
abraçar a pobreza voluntariamente,
oferecer a Deus o dom da tua obediência,
para seguir Cristo no caminho 
da perfeição evangélica?

A noviça:
Sim, eu quero.


O celebrante confirma o propósito da professa com estas palavras:

Que Deus Todo-Poderoso te conceda
por sua graça, o que deseja.


Todos:
Amém.


Oração:

O celebrante pede o auxílio de Deus dizendo:
Ó Pai, olhai esta vossa filha
que hoje no meio da vossa Igreja,
professando os conselhos evangélico,
quer imitar melhor o vosso Filho.
Concedei, em vossa misericórdia,
que o seu modo de viver
glorifique o vosso nome
e contribua para a salvação do mundo.
Amém.

Profissão:
Terminada a oração, duas co-irmãs professas se aproximam da Superiora Geral e de pé fazem de testemunhas. A candidata se apresenta diante da Superiora Geral, e de joelho lê a formula da profissão:

Meu Deus, Trindade Santíssima, com a firme vontade de servir-Vos por toda a minha vida na santa Igreja, nas tuas mãos, Superiora Geral, eu, ir. Maria Macrina faço voto de castidade, pobreza e obediência por um ano , segundo a Regra das «Servas da Ssma. Trindade de Rovigo» e a esta Família me confio com todo o coração para viver na perfeita caridade.
Pai Santo, suplico-Vos, pela intercessão da Virgem Maria e de S. José, que Vos agradeis com o meu holocausto em união com o de Cristo Jesus, no Espírito Santo, para a Vossa glória e a santificação dos Vossos Consagrados. Amém.


Entrega dos símbolos

Depois da profissão o celebrante, ajudado pela Mestra, entrega a capa branca dizendo:

Usa esta veste de tal modo
que possas conseguir a 
graça divina no presente
e a glória no futuro.

A neo-professa responde: Amém.
O celebrante ao entregar o cinto vermelho, diz: 

Recebe este cinto vermelho 
como símbolo da caridade 
que deve animar toda a vida comunitária.

A neo-professa responde: Amém.

O celebrante ao entregar o crucifixo, diz: 

Recebe este crucifixo 
no teu coração 
como sinal da verdadeira esposa de Cristo 

A neo-professa responde: Amém
 
O celebrante auxiliado pela Mestra da noviça, impõe o véu a professa dizendo: 

Recebe este véu sagrado 
como sinal que estás unida ao Cristo 
e entregue ao serviço da Igreja.
 
A neo-professa responde: Amém

O celebrante ao entrega-lhe a Regra de Vida dizendo:

Recebe a Regra de Vida desta família
e manifesta em tua vida
o que aprendeste com solicitude.

A neo-professa responde: Amém

«Esta é a nossa vida: amar intensamente 
a Deus, servir somente a Ele, 
cumprindo sempre a sua Vontade».
Madre Maria Assunta da Trindade
Fundadora das Servas da SSma. Trindade

sábado, 8 de novembro de 2014

Festa DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO



9 DE NOVEMBRO
DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DO LATRÃO

Festa

Esta Basílica é um dos primeiros templos que os cristãos puderam erguer depois da época das perseguições. Foi consagrada pelo Papa Silvestre no dia 9 de novembro de 324. 
A festa, que a princípio era celebrada apenas em Roma, passou a ser festa universal no rito romano, em honra dessa igreja chamada “Mãe e Cabeça de todas as igrejas de Roma e de todo o mundo” (Urbis et orbis), como sinal de amor e de unidade para com a Cátedra de São Pedro. 
A história desta Basílica evoca a chegada à fé de milhares de pessoas que ali receberam o Batismo.
Esta celebração foi perfilhada pela Igreja para celebrar o aniversário em que os templos foram convertidos em lugares destinados ao culto. De modo particular, “todos os anos celebra-se no conjunto do rito romano a dedicação da Basílica de Latrão, a mais antiga e a primeira em dignidade das igrejas do Ocidente”. Além disso, “em cada diocese celebra-se a dedicação da catedral, e cada igreja comemora a data da sua dedicação”.
A festa de hoje tem uma especial importância, pois a Basílica de Latrão foi a primeira igreja sob a invocação do Salvador, levantada em Roma pelo imperador Constantino. A festa é celebrada em toda a Igreja como sinal de unidade com o Papa.
O templo, ensina o Papa João Paulo II, “é casa de Deus e vossa casa. Apreciai-o, pois, como lugar de encontro com o Pai comum”. 
A igreja-edifício representa e significa a Igreja-assembléia, formada pelas pedras vivas que são os cristãos, consagrados a Deus pelo Batismo. 
Temos, pois, de ir à igreja com toda a reverência, já que não há nada mais respeitável do que a casa do Senhor: “Que respeito devem inspirar-nos as nossas igrejas, onde se oferece o sacrifício do Céu e da terra, o Sangue de um Deus feito Homem?”
As Igrejas são o lugar de reunião dos membros do novo Povo de Deus, que se congregam para rezar juntos. Mas são sobretudo o lugar em que encontramos Jesus, real e substancialmente presente na Sagrada Eucaristia; está presente com a sua Divindade e com a sua Santíssima Humanidade, com o seu Corpo e a sua Alma. Ali nos vê e nos ouve, e nos socorre como socorria aqueles que chegavam, necessitados, de todas as cidades e aldeias.
Quando uma pessoa ilustre se hospeda numa casa, seria uma falta de cortesia não atendê-la bem ou fazer caso omisso dela. Somos sempre conscientes de que Jesus é nosso Hóspede aqui na terra, de que necessita das nossas atenções? 
Examinemos hoje se, ao entrarmos numa igreja, nos dirigimos imediatamente a Jesus no Sacrário, se nos comportamos com a consciência de estarmos num lugar onde Deus habita de modo particular, se as nossas genuflexões diante de Jesus Sacramentado são um verdadeiro ato de fé, se nos alegramos sempre que passamos por uma igreja, onde Cristo se encontra realmente presente. 
Na Nova Aliança, o verdadeiro templo já não é produto de mãos humanas: o Templo de Deus por excelência é a santa Humanidade de Jesus. Ele mesmo tinha dito: Destruí este templo, e eu o reedificarei em três dias. E o Evangelista explica: Ele falava do templo do seu corpo.
E se o Corpo físico de Jesus é o novo Templo de Deus, também o é a Igreja, Corpo Místico de Cristo, em que Cristo é a pedra angular sobre a qual se apóia a nova construção. “Desprezado, rejeitado, abandonado, dado por morto – então como agora –, o Pai o constituiu e sempre o constitui como base sólida e inamovível da nova construção. E fá-lo pela sua ressurreição gloriosa [...].

“O novo templo, Corpo de Cristo, espiritual, invisível, está construído por todos e cada um dos batizados sobre a viva pedra angular, Cristo, na medida em que aderem a Ele e nEle crescem até a plenitude de Cristo. São Paulo recordava-o freqüentemente aos primeiros cristãos: Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?
Temos de considerar freqüentemente que a Santíssima Trindade “por meio da graça de Deus, habita na alma justa como num templo, de um modo íntimo e singular”. 
A meditação desta realidade maravilhosa ajuda-nos a ser mais conscientes da transcendência de vivermos na graça de Deus, e a sentir profundo horror pelo pecado, “que destrói o templo de Deus”, privando a alma da graça e da amizade divinas. 
A presença de Deus na nossa alma convida-nos a procurar um trato mais pessoal e direto com o Senhor, que presencia por dentro, na raiz, todos os nossos pensamentos, palavras e ações. 

sábado, 11 de outubro de 2014

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA



12 DE OUTUBRO
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

Padroeira Principal do Brasil

Solenidade


Nossa Senhora da Conceição Aparecida é a Padroeira do Brasil. A imagem foi encontrada em 1717 por uns pescadores, no rio Paraíba, e a devoção popular surgiu espontaneamente, em função dos favores alcançados por intercessão de Maria Santíssima. A primeira capela é de 1745. Em 1904 a imagem foi coroada solenemente. Recebeu a “Rosa de Ouro” do Papa Paulo VI em 1967, e a nova Basílica foi dedicada por João Paulo II em 4 de julho de 1980.
Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, 
venerada no Mosteiro das Servas da SSma. Trindade - Maceio'


Nesses lugares de oração, a Virgem torna mais fácil e acessível o encontro com o seu Filho. Todo o santuário converte-se em “uma antena permanente da Boa-Nova da Salvação” . João Paulo II, Aos reitores dos santuários, 22-I-1981.


Quantos encontraram ali a paz da alma, a chamada de Deus a uma maior entrega, a cura, o consolo no meio de uma tribulação...! “O que buscavam os antigos romeiros? O que buscam os peregrinos de hoje? Aquilo mesmo que buscavam no dia, mais ou menos remoto, do seu Batismo: a fé e os meios para alimentá-la. Buscam os sacramentos da Igreja, sobretudo a reconciliação com Deus e o alimento eucarístico. E voltam revigorados e agradecidos à Senhora, Mãe de Deus e nossa” Homilia na Basílica nacional de Aparecida, 4-VII-1980;.


“por sua maternal caridade, cuida dos irmãos do seu Filho, que ainda peregrinam rodeados de perigos e dificuldades, até que sejam conduzidos à pátria feliz”. 
Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, 62. 


São Bernardo explica com beleza que a Virgem é oaqueduto que, recebendo a graça da fonte que brota do coração do Pai, no-la distribui. Este fluxo de água celestial desce sobre os homens “não todo de uma vez, mas gota a gota [...] sobre os nossos corações ressequidos” São Bernardo, Homilia na natividade da Bem-aventurada Virgem Maria, 3-5, segundo a nossa necessidade e as nossas disposições para recebê-la.

A Virgem reconforta-nos sempre e está presente quando necessitamos de proteção, pois esta vida é como uma longa navegação em que padecemos ventos e tormentas. Ela é o porto seguro, onde nenhuma nave naufraga São João Damasceno, Homilia na dormição da Bem-aventurada Virgem Maria. 


COMO A PEREGRINAÇÃO da vida prossegue, pois não temos aqui morada permanente, é uma medida de prudência solicitarmos da nossa Mãe do Céu umas “provisões de energia de que possamos valer-nos nas etapas posteriores” .
João Paulo II,Discurso no Santuário de Nossa Senhora de Montserrat, 17-XI-1982; 


Quem pôs a sua esperança em Cristo vive dela, e traz já em si mesmo algo do gozo celestial que o espera, pois a esperança é fonte de alegria e permite suportar com paciência as dificuldades Col 1, 11-24.


“Fui aflita – escreve a Santa – a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-lhe com muitas lágrimas que me servisse de mãe. Penso que esta prece, ainda que feita com simplicidade, me tem valido; pois conhecidamente tenho achado esta Virgem Soberana em tudo aquilo em que me encomendo a Ela, e finalmente me converteu a si”.  Santa Teresa, Vida, 1, 7. 

“Não cesseis, ó Virgem Aparecida, pela vossa mesma presença, de manifestar nesta terra que o Amor é mais forte que a morte, mais poderoso que o pecado! Não cesseis de mostrar-nos Deus, que amou tanto o mundo, a ponto de entregar o seu Filho Unigênito, para que nenhum de nós pereça, mas tenha a vida eterna! Amém!”.  João Paulo II, Dedicação da Basílica nacional de Aparecida, 4-VII-1980.

sábado, 4 de outubro de 2014

NA VINHA DO AMADO



TEMPO COMUM. VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO. CICLO A 



A LITURGIA DA MISSA, através de uma das mais belas alegorias, fala-nos do amor de Deus pelo seu povo e da falta de correspondência a esse amor. Is 5, 1-7


“Cristo é a verdadeira vide, que dá vida e fecundidade aos ramos, quer dizer, a nós que pela Igreja permanecemos nEle e sem Ele nada podemos fazer (Jo 15, 1-5)”. Concílio Vaticano II, Constituição Lumen gentium, 6.



“Cercou-a com uma sebe – comenta Santo Ambrósio –, isto é, defendeu-a com a muralha da proteção divina para que não sofresse facilmente pelas incursões das alimárias espirituais [...]; e cavou um lagar onde fluísse, espiritualmente, o fruto da uva divina”. Santo Ambrósio, Comentário ao Evangelho de São Lucas, 20, 9.

“Ninguém se vê inteiramente livre da sua fraqueza, solidão ou servidão. Antes pelo contrário, todos precisam de Cristo modelo, mestre, libertador, salvador e vivificador”. Concílio Vaticano II, Decreto Ad gentes, 8


Os descuidos na caridade, os juízos negativos sobre esta ou aquela pessoa, as impaciências, os agravos não esquecidos, a dispersão dos sentidos internos e externos, o trabalho mal feito...,“Fazem muito mal à alma. – Por isso, «capite nobis vulpes parvulas, quae demoliuntur vineas», diz o Senhor no «Cântico dos Cânticos»: caçai as pequenas raposas que destroem a vinha”. Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Caminho, n. 329


“Pede ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, e à tua Mãe, que te façam conhecer-te e chorar por esse montão de coisas sujas que passaram por ti, deixando – ai! – tanto resíduo...


“E ao mesmo tempo, sem quereres afastar-te dessa consideração, diz-Lhe: – Dá-me, Jesus, um Amor qual fogueira de purificação, onde a minha pobre carne, o meu pobre coração, a minha pobre alma, o meu pobre corpo se consumam, limpando-se de todas as misérias terrenas... E, já vazio todo o meu eu, enche-o de Ti: que não me apegue a nada daqui de baixo; que sempre me sustente o Amor”. Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Forja, n. 41


“Pelo Verbo de Deus, tudo está sob a influência da obra redentora, e o Filho de Deus foi crucificado por todos, e traçou o sinal da Cruz sobre todas as coisas”. Santo Irineu, Demonstração da pregação apostólica

“não se pode dizer que haja realidades – boas, nobres ou mesmo indiferentes – que sejam exclusivamente profanas, uma vez que o Verbo de Deus estabeleceu a sua morada entre os filhos dos homens, teve fome e sede, trabalhou com as suas mãos, conheceu a amizade e a obediência, experimentou a dor e a morte”. Bem-aventurado Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 112



Aquele que permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer... Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto e sejais meus discípulos. Jo 15, 5-8


A nossa Mãe Santa Maria há de ensinar-nos a viver cada dia com a urgência de dar muitos frutos a Deus, e a evitar decididamente que cresçam em nossa vida os frutos amargos.